segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Lágrima fácil, música triste... Fim de jogo, de novo. Tudo que ela queria agora era sentir indiferença, raiva ou qualquer outro sentimento que a torna-se imune a tristeza e corajosa o suficiente para deixá-lo partir. Será que ninguém o ensinou que os sentimentos também morrem?? Ou matam?? Principalmente àqueles que sentem, sozinhos....
A ansiedade por um telefonema, uma mensagem, um sinal qualquer há acompanha o tempo todo, junto a uma culpa que não existe. Olhando pra ela não sei dizer se foi o sentimento ou ela quem morreu... Doce menina, olhos fixos cheios de tristeza ouvindo a mesma música por horas. As lágrimas escorrem, e ela nem sente... Sua respiração já não é a mesma, tão pesada quanto à dor que traz no peito.
Ela sente saudade de algo que não existe. De alguém que já mora no seu peito, chegando às vezes a incomodar como inquilino chato. Tão acostumada a dividir com ele seus momentos a sós, seus sonhos, seus desejos de uma vida simples... A levá-lo para lugares que gosta e que só ela conhece e acredite se quiser, ela já chegou a sentir o seu beijo...
Queria lhe falar, mas não podia tirá-lo do meu peito e docemente me recostar-se em seus braços. Ficava sempre um vazio. Uma lembrança de algo conhecido que ainda não começou e já terminou...
Sem ao menos ter tido a chance de acontecer...

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