quinta-feira, 11 de agosto de 2011



Quando eu estou passando por momentos delicados, costumo conversar – não abertamente sobre o assunto - com muita gente. E o mais enriquecedor até o momento tem sido ver como as pessoas vivem realidades e verdades diferentes... Como encontraram soluções próprias para lidarem com suas dores e dificuldades, das quais a vida não poupa ninguém.

Há quem acredite nos sonhos, nos desejos mais utópicos do coração, nos caminhos já traçados, nas providencias divinas, nos resgates... e quem só acredite na vontade... Há os crentes e os descrentes, que chegam a me impressionar com suas razões e argumentos. Há os que se revoltam e vão além, os que se conformam e seguem naquele mar de aflições, há também os que ensinam a serenidade, e nesses me apego tentando ser uma pessoa melhor, da qual me orgulhe na vida. A calma que eles transmitem é quase uma confiança, uma nuvem que nos envolve no passar dos dias.

Não, não esqueci há os que me ensinam a felicidade... Nunca me esqueço da frase que ouvi de uma grande amiga: “permita-se o sofrimento, o choro, o seu luto que é mesmo para ser vivido e superado. Mas não deixe que nada, nem ninguém, atrapalhe sua busca pela felicidade”.

Paro um segundo para pensar: o que será que eu ensino a eles? Do que será que fala minha alma, meus atos, meu olhar? Qual será minha verdade?

É bom, nos dias de hoje onde muitos são vistos como descartáveis, descobrir do que as pessoas são feitas. Cada uma delas... O segredo que sustenta o seu sorriso, que muitas vezes foi construído com lágrimas, o seu jeito misterioso, as suas ignorâncias, as simplicidades, as receitas para o viver e não sobreviver a cada momento. Como é especial entrar nesse universo tão guardado por cada um. Me sinto privilegiada pelos corredores e portinhas que encontrei abertos.

Confesso que muitas vezes me assustei, outras muitas me surpreendi, mas pude ver como são diferentes as verdades. Como a vida para cada um é única, embora todos tenham o mesmo amor, praticamente os mesmo problemas e vontade de lhe ajudar a vivê-la. Gosto de ver as pessoas doando suas receitas, me faz perto...

De todas as coisas, essa foi a mais rica para mim, até este dia: descobrir que nesse mundo tão avesso ainda existe gente do bem, ver como a verdade não tem dono e se faz nova na alma de cada um...

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